14 de out. de 2019

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Em vida, o inventor italiano Leonardo da Vinci desenvolveu diversas obras científicas, matemáticas e pinturas. Mas nem todas as invenções do também engenheiro saíram do papel. Pensando nisso, Karly Bast Meng, aluna de pós-graduação do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), decidiu se juntar ao professor de arquitetura e engenharia civil John Ochsendorf e a, também aluna, Michelle Xie para construir um modelo, em escala, da ponte desenhada por da Vinci. Quando foi imaginada, a ponte seria mais comprida do mundo, mas não chegou a ser construída.
Quando da Vinci desenhou a ponte, ele pretendia que o sultão Bayezid II, que governou o Império Otomano de 1481 até 1512, a utilizasse para conectar Istambul, na Turquia, com a cidade de Galata, que hoje é um distrito de Istambul. Bayezid, porém, recusou a proposta do desenhista. Mais de 500 anos depois, a fim de testar a viabilidade da construção, um grupo do MIT resolveu criar uma miniatura da ponte e verificar se ela teria funcionado para atender à demanda de transeuntes da época.
Em Barcelona, durante a conferência da Associação Internacional de Estruturas Shell e Espaciais, organização sem fins-lucrativos que reúne engenheiros e arquitetos, a equipe de pesquisadores do MIT apresentou os resultados do estudo sobre a obra de da Vinci. A partir da análise de documentos, prováveis materiais que teriam sido utilizados e diversos modelos de construção, e o estudo sobre condições geológicas do lugar para onde a ponte foi imaginada, o grupo percebeu que da Vinci desejava construir uma ponte cerca de dez vezes maior do que as pontes comuns para a época – a construção teria cerca de 280 metros de comprimento.
Fonte: Revista exame.12 out 2019, 08h55.

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